segunda-feira, 8 de março de 2010

A batalha do Apocalipse


Nova edição com 560 páginas, glossário e linha do tempo. Versão com orelhas, detalhes em verniz no título e ilustrações de Harald Stricker na capa e contra capa.


Produto Exclusivo da Nerdstore
 
http://www.nerdstore.com.br/produto/a-batalha-do-apocalipse.html

Veja também o Hot Site criado exclusivamente para o livro, lá você pode ouvir os teasers gravados por dubladores conhecidos:

http://www.abatalhadoapocalipse.com/

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ponte da discórida

A ponte Salvador-Itaparica sempre foi um desejo coletivo, não só da população de Salvador, como dos nativos da ilha e turistas; é triste observar que agora, quando o sonho começa a tomar contornos de realidade, surgem críticos de todos os lados, até mesmo entre a população que antes pedia a ponte como resposta ao sucateamento do sistema Ferry-Boat, privatizado desde 1996, e que sofre um processo de decadência contínua desde então.

O que há de errado com a ponte agora?

De um lado, o interesse dos veranistas, acostumados com o clima bucólico dos vilarejos que circundam as praias mais famosas preocupados com a expansão imobiliária que ocorreria caso o acesso à ilha fosse mais fácil.
Do outro lado estão os políticos interessados (prefeitos, vereadores, etc.), brigando para ver quem fica com receita do quê.
Mas vamos aos fatos, a quem interessa realmente a ponte?
Aos veranistas, que podem optar quando ir e por que meio (ferry ou estrada)?
Aos políticos, que em sua maioria possuem lanchas e/ou facilidades para embarcar no ferry?
Ou aos nativos, que sem opção de emprego precisam trabalhar em Salvador, sendo humilhados todos os dias, como usuários de um sistema de transporte náutico que não oferece o mínimo de conforto?
Paremos pra pensar, os maiores beneficiários da ponte seriam com certeza os moradores da ilha, pois com a expansão imobiliária, teriam acesso ao emprego e renda, direito que deveria ser básico para todo cidadão, e não mais dependeriam do turismo, cada vez mais escasso, ou da pescaria artesanal, que não supre as demandas atuais de sustento para uma família.
É claro que existem os riscos, tais como: crescimento desordenado, favelas, criminalidade (que já se instalou, mesmo sem a ponte), dentre outros. Mas cabe ao poder público trabalhar, desde os primórdios do projeto, para prever tais fatos, coibindo-os, para que o desenvolvimento que sucederá a construção da ponte, se dê de forma organizada e controlada, trazendo assim a prosperidade que a "nossa" Itaparica tanto anseia e merece.